Parto normal VS Cesariana | A minha visão | Li.Me

outubro 07, 2019

Pois é... Mais uma vez voltei aqui depois de uns tempos!

Como sabem eu estava grávida e já estava na reta final da gravidez.

Também cheguei a contar aqui que esta gravidez estava a ser muito diferente e não estava a ser fácil.

Com isso, o final da gravidez foi um pouco complicado para mim e isso fez com que as últimas semanas  fossem tempos de não conseguir fazer nada, não querer fazer nada.

Sim, isso mesmo, a bebé já nasceu!!

Agora com quase 3 semaninhas de vida e a minha cabeça e corpo mais em ordem, apesar ainda estar na fase de resguardo, resolvi voltar aqui e contar-vos as diferenças entre um parto normal e uma cesariana.

Claro que esta é a minha visão e eu gosto de trazer este tipo de assuntos aqui pois, seja mãe de primeira viagem ou não, há sempre quem procure saber um pouco mais sobre estes acontecimentos.

Seja para tirar dúvidas, seja para conhecer outras experiências ou seja apenas por curiosidade, espero poder ajudar!

Cesariana - o parto

Vou começar por falar sobre o parto por cesariana pois foi assim que aconteceu o parto do meu primeiro filho, ou seja, a minha primeira experiência.

Já trouxe este assunto para aqui, sobre o parto do meu primeiro filho (vocês podem encontrar o post sobre isso aqui no blog), então, para quem acompanha, já sabe que foi uma confusão danada!

Para resumir: o coração dele tinha parado durante um exame, então eu e o meu marido decidimos marcar cesariana; entretanto entrei em trabalho de parto, a bolsa estourou e passei para parto normal; não tomei epidural, então senti as dores horríveis das contracções e ainda mais que isso pois a cabeça dele estava de lado e batia nos meus ossos; isso fez com que ele não conseguisse sair e o coração dele parou várias vezes; parteiras e médico tentaram algumas vezes rodar a cabeça dele para a posição correcta mas não conseguiram e, como eu já não me estava a aguentar, passamos para cesariana.

Então, a partir deste ponto tudo começa a ser diferente!

Em primeiro lugar, para além da camisa e a bendita cuequinha de rede do hospital, tive que vestir também umas meias acima do joelho bem apertadas (para evitar trombose).

Como é uma cirurgia a equipa de profissionais é bem maior!

Haviam pelo menos, que eu me lembre, 3 médicos, mais 2 enfermeiros, outras duas enfermeiras que estavam prontas para receber o bebé, 2 anestesistas e... não me lembro de mais! Mas sei que era muita gente dentro da sala de parto.




Depois que a anestesia é aplicada começam por verificar se está a fazer efeito e, depois que fez efeito, chamam o pai e avisam que vão começar a fazer a cirurgia.

Tudo acontece bastante rápido e, em minutinhos, aparece uma cabecinha roxa e enrugada por cima da cortina!

Sim, é colocada uma cortina logo abaixo da zona do peito para que nem a mãe nem o pai vejam os cortes, ou seja, o pai não assiste por completo ao parto pois não consegue realmente ver o bebé a sair.

Levam a criança para a sala de enfermaria, o pai acompanha e só depois o pai traz o bebé para o colocar um pouco no colo da mãe.

Enquanto tudo isso a mãe está a ser costurada e o pai fica encarregue de ver e acompanhar o bebé nos primeiros minutos de vida.

Parto normal - o parto

Bem, nenhum dos partos é fácil mas, na minha opinião, o parto normal pode ser bem mais complexo do que aquilo que se acha.

Claro que tudo varia de caso para casa, de gravidez para gravidez, de mulher para mulher.

Tudo pode acontecer muito rápido, assim como tudo pode levar bastante tempo como foi o meu caso.

Se quiserem que vos conte detalhadamente como foi o meu caso é só deixarem aqui nos comentários que faço um post apenas sobre isso.

Então, para simplificar, o parto pode começar pelas contracções como pode começar pela bolsa estourar ou até mesmo por sair o que chamam de rolhão mucoso (um género de gordinha que pode sair com sangue ou não).

Para que o bebé possa sair pelo canal vaginal é necessário que este se torne mais macio e expanda, ou seja, é necessário que a mamã tenha a dilatação necessária e, até isto acontecer, vem o sofrimento com as contracções.



Mais uma vez, depende de caso para caso e pode ser muito rápido e a mulher nem sentir assim muitas dores.

Quando as contracções começam a ser mais seguidas e dolorosas há a possibilidade de tomar a epidural que funciona quase como uma anestesia que vai sendo aplicada de tempo em tempo até tudo estar prontinho.

Há quem opte por aceitar esta ''anestesia'' e há quem não queira, como foi o meu caso no primeiro parto. Já neste... sim, eu quis!

Vale a pena comentar que existem casos em que a epidural não faz grande efeito. São raros, mas pode sempre acontecer.

Assim que a dilatação está completa inicia-se o parto em si, quando as parteiras pedem para que, quando uma contracção iniciar, a mamã faça força na zona inferior da barriga para que o bebé comece a descer.

Esta parte também pode levar o seu tempo pois, entre cada contracção, o bebé recua sempre um pouquinho.

Quando o bebé já está com a cabeça quase cá fora as parteiras já pedem que a força seja bem maior e mais frequente para que a cabeça saia completamente.

Depois de estar com a cabecinha cá fora, as parteiras começam a ajudar o bebé a teminar de sair, juntamente com a mamã, e vão mexendo na barriga para que o corpo do bebé se vá posicionando e, com a força da mamã e a ajuda delas ao mesmo tempo, acabe por sair completamente.

Depois de o bebé estar cá fora elas vão limpar o rosto dele para que nada o impeça de respirar e perguntar ao pai se quer cortar o cordão umbilical.

Neste tipo de parto o pai pode assistir a cada momento e ajudar também, como o meu marido fez.

Depois do cordão umbilical cortado o bebé vai para o colo da mamã enquanto as parteiras terminam de retirar a placenta, fazer a limpeza e esse tipo de procedimentos que tem de ser feitos.

Assim sendo, praticamente tudo terminou.

Cesariana - a recuperação

Nesta fase é tudo realmente diferente!

Como foi uma cirurgia, normalmente, a mamã vai umas horas para os cuidados intensivos para fica sob vigilância nas primeiras horas e, nesse espaço de tempo, o bebé só passa um tempinho com ela para poder ganhar a temperatura corporal junto com o corpo da mamã e para poder mamar.

Só quando a mamã passa para o quarto normal é que o bebé pode lá ficar também.

Por causa da anestesia e da cirurgia a mamã não consegue mexer as pernas nem fazer força na zona inferior, o que seignifica que não se pode levantar da cama.

Em alguns casos, a maioria, os primeiros dias são passados na cama pois ainda não consegue caminhar e isso significa que na primeira noite não vai dormir com o bebé do lado.

Voltar a caminhar é complicado, a força nas pernas não é muita, a dor está lá bastante presente e o sangramento é bastante. Não dá para fazer muito esforço pois o corte é numa zona onde se faz bastante força e apoio mesmo que não se note.

Então, a recuperação é mais lenta e mais complexa.

Parto normal - a recuperação

Apesar de toda a dor, esforço e cansaço, o corpo da mamã não fica tão sensível e fraco como numa cesariana.

Claro que ainda é necessário deixar passar o efeito da epidural e, uma vez que passou, a mamã já se consegue levantar pela primeira vez.

Caso esteja tudo bem depois de conseguir levantar pela primeira vez, a mamã já pode ir ao WC sozinha, pode sentar-se na cama, comer normalmente, sair do quarto e passear um pouco no hospital com o seu bebé.

Desde que sai da sala de parto o bebé está sempre com a mamã.

Claro que a mamã ainda vai sentir alguma dor mas, em vez de ser tanto na zona abdominal, será mais na zona vaginal.

Ainda sente algumas dores parecidas às contracções mas isso também é normal por causa do útero se estar a recompor depois da saída do bebé e pode tomar medicação para ajudar.

A recuperação é muito mais simples e rápida, é mais natural, e o bebé pode dormir junto da mamã caso não haja nada que impeça isso.

Resumo

Ambos os tipos de partos tem as suas vantagens e desvantagens.

Cabe a cada mãe decidir o que é melhor para sim e qual a sua preferência.

Nenhum dos dois é fácil, pois se a mãe não sofre numa parte, vai sofrer em outra e, claro, nenhuma mãe é ''menos mãe'' quando opta por uma cesariana.

Eu passei pelos dois, tipo a experiência dos dois, e nenhum deles me fez mais mãe que o outro.

Sou a mesma mãe, a mesma mulher com experiências diferentes, crianças diferentes, casos diferentes, mas o mesmo amor, desejo e luta pelos dois!

E quais são as vossas experiências?

Se tiverem alguma dúvida que eu possa responder deixem aqui nos comentários.

Beijinhos!

You Might Also Like

0 comentários

Denunciar abuso