Pré-Natal na Alemanha | A minha experiência | Li.Me

abril 13, 2018

Para quem não sabe, eu sou mãe de um menino com 2 anos e vivo na Alemanha.

Vim para cá quando já estava grávida de quase 6 meses.

Como seria de esperar, quando vim não sabia praticamente nada de como seria viver aqui, muito menos de como seria o final da minha gravidez cá, o nascimento e todo o acompanhamento depois do nascimento.

A única coisa que eu sabia é que aqui seria um melhor lugar para criar o meu filho e, desta forma, poder proporcionar-lhe melhores condições de vida.

As primeiras consultas

Antes de passar a ser acompanhada tive que encontrar um ginecologista para me acompanhar.

Digo ''encontrar'' pois os consultórios são privados, ou seja, nada de consultas no médico de família ou no hospital público para acompanhar a gravidez, e isso significa que o médico ou médica teria que ter ''espaço'' para me receber.

Depois dessa fase concluída chegou a primeira consulta com o meu ginecologista.

Uma das primeiras perguntas que surgiu na minha cabeça foi ''quanto será que vou ter que pagar por isto?'' uma vez que era um consultório privado.

Depois de todas as perguntas de rotinas para ficar a par da minha situação, já que estava a ser acompanhada em Portugal, o meu livro era em português e ele não sabia nada de mim, fez também os exames normais para verificar se estava tudo bem com o bebé e marcou a próxima consulta para umas semana depois.

Para minha surpresa não paguei nada quando a consulta terminou.

Como estava acompanhada por uma senhora amiga que me recomendou o médico, perguntei como seria o pagamento.

Ela, nada surpresa com a minha pergunta, apenas respondeu: ''Não vais pagar nada aqui, os teus exames são gratuitos e as consultas com ele também.''.

Maravilhoso!!!!

Acho que, para quem passou a gravidez em Portugal, ou passa, sabe que é fantástico não ter que esperar horas para ser atendida, é fantástico o nosso médico/a estar calmo e responder a todas as nossas perguntas calmamente e explicar tudo as vezes que forem necessárias e, acima de tudo, estar num ambiente calmo, seguro, com boas energias enquanto fazemos os exames.

Estas sempre foram as maiores diferenças que senti depois que continuei o acompanhamento aqui.

Nem todas as mulheres grávidas tem a oportunidade de serem acompanhadas por um ginecologista com consultório privado pois, pelo pouco que soube, em Portugal as consultas são bem caras.

Para além disso, toda a gente sabe que consultas num posto médico sempre parecem bem despachadas, o médico mal houve o que dizemos e já nos passa um anti-inflamatório qualquer só para despachar o assunto e mandar entrar o próximo queixoso.

Nos hospitais...parece que o cenário se repete... E, numa situação em que somos mães de primeira viagem, sempre queremos esclarecer todas e quaisquer dúvidas possíveis e...esses médicos nem sempre estão dispostos a responder.

O final da gravidez

E então começa a chegar aquela hora... Aquela hora que muitas mulheres tem medo, não sabem o que esperar, não sabem como vão reagir, não sabem como vai correr, não sabem nada!!

E, claro, a minha também chegou.



No último mês de gravidez as consultas já eram mais frequentes, todas as semanas, realizei mais exames de preparação para o parto já que o meu tipo de sangue é RhO-, o médico também me falou dos dois hospitais aqui da zona para que eu pudesse escolher onde queria que o meu parto fosse realizado, tive também consultas no hospital que escolhi e tudinho foi preparado com calmo para o nascimento da criança.

O hospital que escolhi pode-se dizer que é privado pois também faz parte da Universidade.

Depois de terem passado mais de 10 dias da data prevista de nascimento tive que me dirigir lá e explicar que já passava do tempo para, então, ficar lá e preparar o parto.

Fiquei 3 dias lá a tentar provocar o parto.

Durante toda a minha estadia sempre fui bem tratada, sempre me acompanharam e tiraram todas as dúvidas, sempre se mostraram disponíveis para me ajudar mesmo que fosse apenas uma dor de barriga.

O meu marido sempre me acompanhou durante todos os exames, tanto no ginecologista como no hospital, ele ficava comigo desde de manhã até à noite e nunca fizeram disso um problema.

Saída do hospital

Mais uma vez uma dúvida pairava na minha cabeça: ''será que é agora que vou ter que pagar?''.

Mais uma vez, não, não tive que pagar.

Depois do parto ainda fiquei lá mais três dias, sempre fui acompanhada, sempre tive ajuda tanto das enfermeiras como médicos a qualquer hora que precisasse e sempre foram muito cuidadosos tanto comigo como com o recém-nascido.

Existem aqui muitos pontos que eu poderia contar para fazer comparação com certas situações de que tenho conhecimento em relação a Portugal, mas talvez num próximo post para que este não fique tão longo.

Para resumir, todo a minha experiência foi fantástica e tenho as minhas sinceras dúvidas que em Portugal teria sido a mesma e, dificilmente, melhor.

Ainda hoje me surpreendo com certas coisas com relação ao sistema de saúde cá, tanto para adultos como para crianças.

Acham que seria interessante publicar sobre o pós-parto e como é o sistema de saúde para crianças aqui?

Comentem aqui se seria interessante para vocês!

Beijinhos!

You Might Also Like

0 comentários

Denunciar abuso