Vida de Segunda | 04 - Loucuras, por assim dizer

novembro 06, 2017

Hoje trago algo bem diferente do que costumo fazer por aqui no blog.

Sempre tive uma paixão secreta por escrita, não só este tipo de escrita mais casual.

Adorava tentar fazer rimas, tentar criar poemas com vários tipos de sentidos e sentimentos.

Claro que nem sempre a coisa corre bem e, voltando atrás para ler algo que já foi escrito à anos e, por um acaso, guardei, por vezes não sei se riu, se choro ou se queimo tudo aquilo para não existirem provas que fui capaz de escrever algo assim!

Enfim, os gostos também são relativos e, apesar de gostar, sei que não sou a melhor escritora do século XXI. Mas tentar não custa e sonhar ainda não tem preço!

Com isso, esta manhã senti-me super inspirada e, num ápice, escrevi meia dúzia de coisas que hoje vou partilhar com você.

Em resumo, fala de sentimentos passados, momentos passados que vistos hoje podia considerar loucura, parvoíces e muitas outras coisas.

Espero que gostem e, se também gostarem de escrever, partilhem comigo e juntos podemos criar algo engraçado!

Se não gostarem, pelo menos espero que sirva para soltar alguns sorrisos por aí!

Já passou


Foram árduas passagens da vida
Daquelas vistas em tela
Com certa saudade reprimida
De quem assiste à luz da vela

Foram prosas mal escritas
E versos sem rimar
Em embalagens  sem fitas
De quem não sabe embrulhar

Foram noites ao luar
Onde a luz não se via
E o simples desejo de amar
Fumegava, mas não ardia.

Foram estradas mal construídas
Esburacadas e areias pelo chão.
E as correrias mal corridas
Acabam num pedaço de alcatrão.

E foram tempos de pensamentos
Onde reinava a estupidez
E os (in)felizes momentos
Eram resumidos pela parva nudez.

Hoje são luas brilhantes
Bem altas num céu sem rumo
Marcado pelos viajantes
Num doce fio de prumo.

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2 comentários

  1. Quão belas as tuas palavras e rimas, deixo aqui a minha poesia relativa a esta que presenteaste:

    Por passar

    Vida árdua que está por vir,
    Que nem pintada numa tela,
    Me faz entrevir,
    Querendo eu assistir a ti, que me és bela,

    Prosas por escrever,
    Versos por rimar,
    Em momentos de lazer,
    De quem te quer amar,

    Dias passados a olhar para o luar,
    Perdendo a esperança de uma luz,
    O meu simples desejo de te amar,
    Brilha, até que reluz.

    Estradas cheias de buracos da vida,
    Perfuradas até não se poder mais,
    Por vezes até que absorvida,
    Mas já foi demais,

    Foram muitos os pensamentos,
    Mas, mais estão por surgir,
    Aqui estou sem lamentos,
    Resumindo-te o que está por vir,

    Querendo que tu possas brilhar,
    Bem para além deste céu onde te encontras,
    Onde muitos os viajantes aprenderam a amar,
    Assim como eu pelas tuas formosuras.

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